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Mamografia tem novas diretrizes do Ministério da Saúde e diagnóstico precoce garante até 95% de chance de cura do câncer de mama

7 de outubro de 2026 crdmed

O Ministério da Saúde atualizou as recomendações para a mamografia no SUS. Agora, mulheres entre 40 e 49 anos passam a ter acesso garantido ao exame mediante indicação médica, mesmo sem sintomas, ou seja, sob demanda. Entre 50 e 74 anos, o rastreamento segue como rotina bienal, e acima dos 74, a decisão será individualizada, conforme as condições de saúde da paciente.

Essas mudanças refletem a urgência em ampliar o diagnóstico precoce. O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de que, em 2025, mais de 74 mil novos casos sejam diagnosticados no país, o que significa que 1 em cada 3 mulheres com câncer terá esse tipo da doença. Apesar dos números alarmantes, há um dado encorajador: quando identificado nos estágios iniciais, o câncer de mama tem chances de cura superiores a 95%.

Por isso, o rastreamento por imagem é tão importante. A mamografia é o principal exame para detectar alterações ainda em fase subclínica, ou seja, antes mesmo que o nódulo seja palpável. O sinal mais comum da doença é o aparecimento de um nódulo endurecido e indolor.

É importante lembrar que a maioria dos nódulos mamários são benignos e não representam câncer. Por isso, é essencial fazer o acompanhamento adequado.

Outros sinais acendem o alerta como endurecimento de partes da mama, alterações na espessura da pele, saída espontânea de líquido do mamilo, vermelhidão ou retração do mamilo, além dos nódulos nas axilas. “Muitos cânceres de mama são encontrados em mamografias de rastreamento, antes de desenvolver sinais ou sintomas”, frisa Evaleria.

Fatores de risco

Assim como em todas as doenças, os fatores de risco do câncer de mama devem ser levados em consideração. O risco de desenvolver a doença aumenta com a idade, especialmente a partir dos 50 anos. Deve-se analisar, também, a história reprodutiva e os fatores hormonais como, por exemplo, primeira menstruação antes dos 12 anos, menopausa após os 55 anos, uso de anticoncepcional hormonal oral ou terapia de reposição hormonal, dentre outros.

Fatores ambientais e comportamentais também devem ser considerados como exposição à radiação ionizante, sobrepeso e obesidade, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo e sedentarismo.

Diagnóstico por imagem

A mamografia é capaz de detectar tumores subclínicos, que são aqueles impalpáveis. O exame clínico das mamas realizado por um médico capacitado é capaz de detectar tumores a partir de 1 cm.

A ultrassonografia e a ressonância magnética também são exames utilizados no rastreamento e diagnóstico do câncer de forma complementar à mamografia.